terça-feira, 19 de julho de 2011

quinta-feira, 9 de junho de 2011

segunda-feira, 25 de abril de 2011

sexta-feira, 15 de abril de 2011

quinta-feira, 14 de abril de 2011

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Poesia de Bocage II




Bocage quando observava duas raparigas "demasiadamente" intimas exclamou:

MENINAS QUE SOIS TÃO BOAS,
PORQUE ESTAIS A FAZER ISSO?
PORQUE COMEIS PÃO COM PÃO,
SE É TÃO BOM PÃO COM CHOURIÇO?



Bocage (1765-1805)*


* Manuel Maria Barbosa du Bocage nasceu em Setúbal, no dia 15 de Setembro de 1765. Neto de um Almirante francês que viera organizar a marinha portuguesa, filho do jurista José Luís Barbosa e de Mariana Lestoff du Bocage, cedo revelou a sua sensibilidade literária. Aos 16 anos assentou praça no regimento de infantaria de Setúbal e aos 18 alistou-se na Marinha, tendo feito o seu tirocínio em Lisboa e embarcado, posteriormente, para Goa, na qualidade de oficial.

Na sua rota para a Índia, em 1786, a bordo da nau "Nossa Senhora da Vida, Santo António e Madalena", passou pelo Rio de Janeiro, onde se encontrava o futuro Governador de Goa.Nesta cidade, teve oportunidade de conhecer e de impressionar a sociedade, tendo vivido na Rua das Violas, cuja localização é actualmente desconhecida.

Em Outubro de 1786, chegou finalmente ao Estado da Índia. A sua estadia neste território caracterizou-se por uma profunda desadaptação. Com efeito, o clima insalubre, a vaidade e a estreiteza cultural que aí observou, conduziram a um descontentamento que retratou em alguns sonetos de carácter satírico.

Nomeado, na qualidade de segundo Tenente, para Damão, de imediato reagiu, tendo desertado. Percorreu, então, as sete partidas do mundo: Índia, China e Macau, nomeadamente. Regressou a Portugal em Agosto de 1790. Na capital, vivenciou a boémia lisboeta, frequentou os cafés que alimentavam as ideias da revolução francesa, e satirizou a sociedade portuguesa. Em 1791, publicou o seu primeiro tomo de rimas, ao qual se seguiram ainda dois, respectivamente em 1798 e em 1804. No início da década de noventa, aderiu à "Nova Arcádia", uma associação literária, controlada por Pina Manique. Os seus conflitos com os poetas que a constituíam tornaram-se frequentes, sendo visíveis em inúmeros poemas cáusticos.

Em 1797, Bocage foi preso por, na sequência de uma rusga policial, lhe terem sido detectados panfletos apologistas da revolução francesa e um poema erótico e político, intitulado "Pavorosa Ilusão da Eternidade", também conhecido por "Epístola a Marília".

Encarcerado no Limoeiro, acusado de crime de lesa-majestade, moveu influências, sendo, então, entregue à Inquisição, instituição que já não possuía o poder discricionário que anteriormente tivera. Em Fevereiro de 1798, foi entregue pelo Intendente Geral das Polícias, Pina Manique, ao Convento de S. Bento e, mais tarde, ao Hospício das Necessidades, para ser "reeducado". Naquele ano foi finalmente libertado.

Em 1800, iniciou a sua tarefa de tradutor para a Tipografia Calcográfica do Arco do Cego, superiormente dirigida pelo cientista Padre José Mariano Veloso, auferindo 12.800 réis mensalmente.

A sua saúde sempre frágil, ficou cada vez mais debilitada, devido à vida pouco regrada que levara. Em 1805, com 40 anos, faleceu na Travessa de André Valente em Lisboa, perante a comoção da população em geral. Foi sepultado na Igreja das Mercês.

A literatura portuguesa perdeu, então, um dos seus mais lídimos poetas e uma personalidade plural, que, para muitas gerações, incarnou o símbolo da irreverência, da frontalidade, da luta contra o despotismo e de um humanismo integral e paradigmático.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Pérolas da Publicidade




Desde sempre que o Homem se preocupou com a beleza e desde cedo descobriu também que rende muito publicitar produtos que vão de encontro a essa preocupação. Deixo-vos aqui um conjunto de “pérolas” publicitárias que remontam a 1914 e figuram na revista “Illustração Portugueza”. Espero que gostem e se divirtam tanto como eu.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Ilustres Louletanos V




Joaquim Laginha Serafim (1921-1994)

Joaquim Laginha Serafim nasceu em Loulé em 1921 e faleceu em Lisboa em 1994. Licenciado em Engenharia Civil, no Instituto Superior Técnico, em 1944, foi convidado a frequentar um curso nos Estados Unidos, destinado a cientistas e engenheiros estrangeiros. Foi professor catedrático das Universidades de Coimbra e de Maputo, e recebeu o grau de Doutor Honoris Causa pelas Universidades de Liége e do Rio de Janeiro. Fez parte integrante de diversas sociedades científicas espalhadas por todo o mundo sendo reconhecida a sua competência na execução de algumas das maiores barragens existentes em várias partes do mundo. Trabalhou em Marrocos, Espanha, Itália, Moçambique, Angola, Venezuela, Estados Unidos da América, Turquia, Brasil, Irão, e em muitos outros paises. Em Portugal contruíu as barragens de Castelo do Bode, Boução, Cabril, entre outras. Foi agraciado com diversos prémios, medalhas e comendas ao longo da vida, por entidades portuguesas, espanholas, inglesas e americanas. Como delegado português visitou mais de cinquenta países, onde participou em congressos e reuniões e realizou centenas de conferências.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Ilustres Louletanos IV




Cândido Guerreiro (1872-1953)


Francisco Xavier Cândido Guerreiro nasceu em Alte, concelho de Loulé, em 1872. Depois de frequentar o Liceu e o Seminário experimentou diversos empregos revelando desde cedo alguma inquietação e pouca tendência para o sacerdócio. Em Loulé, foi redactor do semanário "O Algarvio". Uma vez em Beja dirigiu a Casa Pia. Mais tarde encontra-se como Fiscal de Impostos em Faro, tinha então trinta anos, quando é aconselhado pelo poeta João Lúcio, natural de Olhão, a cursar Direito. Aceita este conselho, termina o Liceu e cinco anos depois é formado em Direito pela Universidade de Coimbra. Uma vez regressado à sua terra natal é recebido com grande alarido pelos conterrâneos pois fora o primeiro Altense a formar-se. Tenta advocacia em Loulé mas não se sente satisfeito pelo que começa a exercer funções de notário enquanto a sua fama como poeta amargurado e filósofo se consolida a nível nacional. Republicano aguerrido até à altura da sua morte, será Administrador do Concelho de Loulé entre 1912 e 1918, altura em que a vila conhece grandes progressos, entre os quais a introdução da luz eléctrica. Em 1923 vai residir em Faro onde exerce notariado. Além da poesia, Cândido Guerreiro tentará igualmente destacar-se no teatro compondo o "Auto de Santa Maria", peça publicada pela comissão dos Centenários. O grande poeta Cândido Guerreiro viria a falecer em Lisboa no ano de 1953.